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quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Você acha que é cristão? Tem certeza?


Você acha que é cristão? Tem certeza?


Você acredita nos dogmas do Cristianismo? Nascimento virginal, ressurreição corporal?

Jesus foi um grande profeta, um homem iluminado, mas seria ele Deus como prega o Cristianismo? Nos primeiros séculos está era uma questào que dividia os cristãos.

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sexta-feira, 27 de julho de 2012

Espiritualidade sem religião


Felicidade. Muitos pensam que podem obtê-la com outro carro, outra casa, outro jovem amante. Como estão errados. Você não vai, jamais, ser feliz com conquistas materiais. Sua chance de viver uma vida feliz está em cultivar uma vida espiritual ou, como Jung dizia, uma vida simbólica.
Quando falamos de espiritualidade, algumas pessoas pensam automaticamente em religião. Isso é errado, as duas palavras não significam exatamente a mesma coisa. Você pode ter uma vida espiritual sem seguir uma religião estabelecida. A religião é uma forma particular de espiritualidade.
Por quase dois mil anos, as mentes dos povos ocidentais têm sido dominadas pelo cristianismo. Os fiéis pertence a um rebanho sob a orientação de um pastor. Mas os séculos desgastaram o brilho dos símbolos cristãos. Os dogmas cristãos que dominaram a civilização ocidental por tantos anos não satisfazem mais o homem ocidental. Desde o Renascimento, com o crescimento do racionalismo, a igreja cristã vem perdendo o  comando sobre a mente do homem moderno. Para muitos, a religião tradicional é vazia, e não aponta para uma conexão emocional com o divino. Os símbolos do cristianismo estão velhos e, como disse Jung, quando os deuses deixaram os templos, eles nunca retornam.
Com a difusão do individualismo, pertencer a um rebanho não é mais popular. Além disso, os símbolos cristãos não foram renovados. Jung trabalhou sobre esta questão, tentando convencer alguns amigos teólogos a enfrentar o problema. Porém, seu livro genial, "Resposta a Jó", foi mal recebido pelo Vaticano.
Nesta era do individualismo extremo, a Era de Aquário, o mito cristão com o conceito de seguir o rebanho, não atrai muitos.
Entretanto, os seres humanos não podem limitar suas vidas ao lado de material/racional; eles precisam prestar atenção .ao espírito, as suas almas. Jung disse que não tinha conhecido nenhuma pessoa, passando por uma crise existencial na segunda metade da vida,a resolver os seus dilemas sem uma conexão com o divino. Porém, qual é a alternativa se o cristianismo não mais o satisfaz?
Edward Edinger, analista junguiano e escritor fantástico, escreveu: "A sociedade humana não pode sobreviver por muito tempo, a menos que seus membros estejam psicologicamente contido dentro de um mito central."
Mas qual mito? O mito do Rei Arthur pode ser a solução por seu caráter individualista. Quando os nobres da Corte de Arthur foram enviados para encontrar o Graal, cada um deveria escolher seu próprio caminho único, que nunca houvera sido trilhado antes. Era considerado vergonhoso seguir uma trilha já aberta.
Como podemos seguir uma jornada espiritual sem se juntar uma igreja estabelecida?Sem pertencer a um rebanho? O budismo, que afirma não ser uma religião, é um caminho para crescimento espiritual. Da mesma forma o, Xamanismo; você pode ser um xamã e pertencem ou não a uma igreja institucionalizada.
A psicologia profunda, especialmente a psicologia junguiana, também pode levar você a uma viagem espiritual proveitosa. O magnífico livro de Lionel Corbett, "A Psique e o Sagrado", nos mostra a direção certa. Ele ensina como podemos viver uma vida espiritualmente significativa - uma vida simbólica, como Jung costumava dizer - sem abra;car qualquer teologia particular ou tradição religiosa. Problemas como o sofrimento e o mal, uma vez dadas respostas inaceitáveis pela religião, pode agora ser confrontados com a ajuda da psicologia profunda, especialmente da psicologia junguiana. Considero o livro Corbett uma leitura obrigatória para todos que procuram uma vida mais plena.
Se você quiser encontrar a felicidade, não tente encontrá-lo no mundo material; procure seguir uma jornada espiritual.
Roberto Lima Netto, autor de "O Pequeno Príncipe para Gente Grande" em sua quarta edição no Brasil e "Os Segredos da Bíblia", livros recentemente reeditados nos USA - www.amazon.com autor /rlimanetto

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Freud e Jung: diferentes visões sobre religião


Já discorremos sobre as diferenças básicas do pensamento de Freud e Jung, em um post anterior: http://www.aacademiadoconhecimento.blogspot.com.br/2012/06/principais-diferencas-no-pensamento-de.html.
Neste post vamos discutir os pontos de vista opostos com relação à religião.
Alguns dos escritos de Freud sobre a religião são:
§ "A religião é uma ilusão que deriva sua força do fato de que ela atende aosnossos desejos instintivos." - Sigmund Freud, Novas Conferências Introdutórias sobre Psicanálise, 1933.
§ "A religião é comparável a uma neurose da infância." - Sigmund Freud, O Futuro de uma Ilusão, 1927
§ A religião "é uma tentativa de obter controle sobre o mundo sensorial em que são colocados, por meio do desejo no mundo, que nós desenvolvemos dentro de nós como resultado de necessidades biológicas e psicológicas. [...] Se alguém tenta atribuir à religião seu lugar na evolução do homem, não parece tanto ser uma aquisição duradoura, como um paralelo à neurose que o indivíduo civilizado deve passar em seu caminho desde a infância até a maturidade. "- Sigmund Freud, Moisés eo monoteísmo, 1939
§ "A coisa toda é tão patentemente infantil, tão estranha à realidade, que para qualquer pessoa de bem é penoso pensar que a grande maioria dos mortais nunca será capaz de superar essa visão da vida. É ainda mais humilhante descobrir como um grande número de pessoas vivendo nos dias de hoje, que não pode deixar de ver que essa religião não é defensável, e tentam defendê-la peça por peça em uma série de ações de retaguarda lamentáveis" - Sigmung Freud, Civilização e Seus Descontentes, 1930
Estas declarações mostram que Freud tinha uma visão materialista do mundo, e considerava a religião como uma ilusão para manter as massas felizes, muito em linha com o pensamento comunista. Diga-se, a bem da verdade, que Freud não simpatizava com o comunismo.
De acordo com Jung, a alma humana precisa de religião para viver uma vida psicologicamente significativa. Em oposição ao pensamento de Freud, Jung considerava a religião extremamente importante. Ele afirmou que não conhecia qualquer pessoa de meia-idade sofrendo de depressão (o que os povos primitivos chamavam de perda da alma), que tenha conseguido se recuperar sem tomar uma posição espiritual, mesmo que esta não envolvesse uma igreja estabelecida. Na verdade, ele sugeriu a vários de seus pacientes um retorno a sua religião da família.
Jung foi considerado um místico por alguns, um gnóstico por outros, um inimigo da igreja por muitos, um amigo por outros. Ele escreveu vários livros e artigos sobre o assunto, e seu grande interesse o levou a estudar as religiões orientais, Alquimia, Gnosticismo e Cristianismo. Ele enfatizou que não era um teólogo, mas um psicólogo empírico tentando entender a psique dos seres humanos.
Jung afirmava que os símbolos que sustentaram o mito cristão estavam evelhecendo, e que o Vaticano devia tomar medidas para renová-los.
Jung tentou influenciar alguns padres, como seu amigo Padre White, um teólogo que rompeu com ele quando Jung escreveu "Resposta a Jó". Este livro foi duramente criticado por muitos teólogos que ocupavam posições de destaque na hierarquia da Igreja Católica, pois defendia a tese da Evolução de Deus, discutida em nosso post: http://www.aacademiadoconhecimento.blogspot.com.br/2012/06/evolucao-de-deus.html
Neste importante trabalho, Jung afirmou que, após a discussão com Jó, Deus teve que encarnar como um ser humano, Jesus, para evoluir, para ganhar mais consciência. Embora Jung tivesse o cuidado de explicar que ele estava falando sobre a imagem de Deus que os seres humanos tem em suas psiques, a Igreja não aceitou as suas ideias e os esforços de aproximação de Jung falharam. Como resultado, a influência da Igreja continua a diminuir, de tal forma que no mundo de hoje, altamente materialista, o Deus recém-entronizado é o dinheiro, ou o ouro.
Jung era frequentemente acusado de místico por seus detratores, enquento ele persistia em afirmar que era apenas um psicólogo empírico. Era Jung um místico? Este é o tema do post: http://www.aacademiadoconhecimento.blogspot.com.br/2012/04/era-jung-um-mistico.html.
Você concorda? Venha discutir essas idéias e movimentar nosso blog que objetiva disseminar as ideias de Jung e a psicologia analítica tão esquecida pelas nossas universidades. Você está convidado a fazer seus comentários.
Roberto Lima Netto, autor de "O Pequeno Príncipe para Gente Grande" e "Os Segredos da Bíblia", ambos já editados nos Estados Unidos www.amazon.com/author/rlimanetto


terça-feira, 12 de junho de 2012

Principais diferenças no pensamento de Freud e Jung


Você conhece as diferenças básicas entre as escolas psicológicas de Freud e Jung? Neste post vamos focalizar algumas das principais questões que causaram o rompimento d associação entre estes dois grandes gênios do século XX.
Freud definiu o inconsciente como uma coleção de material pessoal reprimido, e Jung foi mais longe. Ele dividiu a psique em três partes: a consciência (ego), o inconsciente pessoal e o inconsciente coletivo. Esta última parte foi uma razão importante para sua quebra da associação entre os dois. Embora Freud não negasse a existência dos instintos, ele não aceitava a profundidade proposta por Jung para o inconsciente coletivo.
Jung explicou que, semelhante à evolução do corpo humano que guardam vestígios de organismos ancestrais (o cóccix, por exemplo), a psique humana carrega toda a história anterior do desenvolvimento humano. Freud não quiz aceitar tal afirmação ampla, e eles se separaram quando Jung publicou seu livro "Símbolos de Transformação", em 1912, época em que Jung tinha 37 anos. A partir de então, Jung, que havia sido escolhido por Freud para ser o seu sucessor, começou uma carreira solo, e suas teorias continuaram a divergir.
Freud considerava a libido sexual o motor de uma pessoa. Jung contestada, postulando que a libido sexual era uma força poderosa na psique humana, mas não a única. Quando você é jovem, a libido sexual pode governar a sua vida, mas, à medida que envelhecemos, outros fatores adquirem importância.
Jung considera a psique humana como, por natureza, religioso. Na verdade, ele fez deste ponto um foco importante de exploração. Jung era filho de um pastor e estudou, além do cristianismo, as religiões orientais, Alquimia, Gnosticismo, Mitologia, I Ching, astrologia, e quase tudo o que poderia ser classificado como ciências ocultas. As explorações e descobertas de Jung elevaram o nível da psicanálise bem acima do desenvolvimento original de Freud.
Jung não repudiava a importância de Freud. Antes de Newton, não poderia haver Eistein. Eu não sei se Jung poderia ter alcançado as alturas que atingiu  se não pela influência inicial de Freud.
Na interpretação de sonhos, Freud considerava qualquer objeto pontiagudo como um símbolo do pênis, enquanto Jung considerava que até mesmo o pênis poderia simbolizar algo mais, dependendo do conteúdo do sonho. Criatividade, por exemplo.
Outra grande diferença entre estes dois gênio tem a ver com a maneira como eles viam a vida. Freud era ateu e tinha uma visão muito crítica sobre religião. Jung insistia que os seres humanos devem prestar atenção à sua vida espiritual. A questão religiosa é de tal importância que vamos tratá-la em um post separado.
Tal era é a distância entre os conceitos e ideias desses dois gênio que Jung deu um nome novo para a sua escola psicológica, para substituir a psicanálise freudiana. Ele o chamou de psicologia analítica.
Você concorda? Gostaria de convidá-lo para postar suas opiniões.
Roberto Lima Netto
www.amazon.com author/rlimanetto
Rlimanetto@hotmail.com