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quinta-feira, 3 de julho de 2014

Sabedoria de Joseph Campbell
Problemas mundiais
  
Quando falamos em solucionar os problemas do mundo, estamos redondamente enganados. O mundo é perfeito. É uma baderna. Sempre foi uma baderna. Nós não vamos mudá-lo. Nossa tarefa consiste em endireitar nossas próprias vidas.
  
Os seres humanos têm uma tendência a culpar os outros por seus erros. Na psicologia, isso se chama projeção. Como culpam o mundo, alguns pensam que devem mudar o mundo. Não sendo capazes de assumir sua culpa pelos seus problemas de vida - não sendo capazes de absorver suas projeções - eles culpam o mundo exterior. Pensam que o mundo é a razão da sua infelicidade. Pensam que eles têm de mudar o mundo
Desde a Renascença, o mundo passa por um aumento do individualismo. Após a Idade Média, com a ascensão dos poderes racionais dos seres humanos, vimos uma redução da influência das igrejas cristãs. Ao não aceitar uma leitura metafórica da Bíblia e dos dogmas da Igreja, o cristianismo se tornou vulnerável ao desenvolvimento da ciência. Depois de Darwin, os seres humanos se recusam a aceitar, como fatos históricos, que Deus criou o mundo em seis dias e muitas outras histórias da Bíblia.
Não encontrando consolo no rebanho de crentes, os seres humanos adotaram outras ideias. Alguns escolhem um ismo que atrai sua fantasia; comunismo, socialismo, fundamentalismo, ecologia, etc. Nada contra suas atividades, desde que não pensem que vão salvar o mundo, ou o país.
Outros preferem não acreditar em vida depois da morte e buscam sua satisfação nesta vida. Buscam riquezas e prazeres.

Carl Jung disse que a melhor maneira de mudar o mundo é melhorar a si mesmo, seguir o caminho da individuação.  Cada ser humano que ganha mais consciência contribui para o aumento da consciência de todo o mundo, porque os ganhos de cada indivíduo são armazenadas no inconsciente coletivo da humanidade. Isso, sim,  transforma o mundo.

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Você acredita em Deus? Jung respondeu a essa pergunta em uma entrevista na BBC.


Você acredita em Deus? Jung respondeu a essa pergunta em uma entrevista na BBC.

Jung, o grande psicólogo suíço, um do gênio do século 20, quando questionado em uma entrevista à BBC, se ele acreditava em Deus, respondeu: "Eu não acredito, eu sei."
Uma resposta verdadeiramente enigmática. O que quiz ele dizer?

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terça-feira, 12 de junho de 2012

Principais diferenças no pensamento de Freud e Jung


Você conhece as diferenças básicas entre as escolas psicológicas de Freud e Jung? Neste post vamos focalizar algumas das principais questões que causaram o rompimento d associação entre estes dois grandes gênios do século XX.
Freud definiu o inconsciente como uma coleção de material pessoal reprimido, e Jung foi mais longe. Ele dividiu a psique em três partes: a consciência (ego), o inconsciente pessoal e o inconsciente coletivo. Esta última parte foi uma razão importante para sua quebra da associação entre os dois. Embora Freud não negasse a existência dos instintos, ele não aceitava a profundidade proposta por Jung para o inconsciente coletivo.
Jung explicou que, semelhante à evolução do corpo humano que guardam vestígios de organismos ancestrais (o cóccix, por exemplo), a psique humana carrega toda a história anterior do desenvolvimento humano. Freud não quiz aceitar tal afirmação ampla, e eles se separaram quando Jung publicou seu livro "Símbolos de Transformação", em 1912, época em que Jung tinha 37 anos. A partir de então, Jung, que havia sido escolhido por Freud para ser o seu sucessor, começou uma carreira solo, e suas teorias continuaram a divergir.
Freud considerava a libido sexual o motor de uma pessoa. Jung contestada, postulando que a libido sexual era uma força poderosa na psique humana, mas não a única. Quando você é jovem, a libido sexual pode governar a sua vida, mas, à medida que envelhecemos, outros fatores adquirem importância.
Jung considera a psique humana como, por natureza, religioso. Na verdade, ele fez deste ponto um foco importante de exploração. Jung era filho de um pastor e estudou, além do cristianismo, as religiões orientais, Alquimia, Gnosticismo, Mitologia, I Ching, astrologia, e quase tudo o que poderia ser classificado como ciências ocultas. As explorações e descobertas de Jung elevaram o nível da psicanálise bem acima do desenvolvimento original de Freud.
Jung não repudiava a importância de Freud. Antes de Newton, não poderia haver Eistein. Eu não sei se Jung poderia ter alcançado as alturas que atingiu  se não pela influência inicial de Freud.
Na interpretação de sonhos, Freud considerava qualquer objeto pontiagudo como um símbolo do pênis, enquanto Jung considerava que até mesmo o pênis poderia simbolizar algo mais, dependendo do conteúdo do sonho. Criatividade, por exemplo.
Outra grande diferença entre estes dois gênio tem a ver com a maneira como eles viam a vida. Freud era ateu e tinha uma visão muito crítica sobre religião. Jung insistia que os seres humanos devem prestar atenção à sua vida espiritual. A questão religiosa é de tal importância que vamos tratá-la em um post separado.
Tal era é a distância entre os conceitos e ideias desses dois gênio que Jung deu um nome novo para a sua escola psicológica, para substituir a psicanálise freudiana. Ele o chamou de psicologia analítica.
Você concorda? Gostaria de convidá-lo para postar suas opiniões.
Roberto Lima Netto
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Rlimanetto@hotmail.com